Como o Clássico deixa as contas do campeonato

O deslize do Benfica, na semana passada, frente ao Vitória de Setúbal, relançou a corrida pelo título,  deixando o Porto apenas a 1 ponto dos encarnados, no segundo lugar, e o Sporting a 7, no terceiro, já que ambos venceram os respetivos jogos.

Sendo assim, Porto e Sporting entraram em campo com objetivos diferentes. Enquanto que os dragões queriam vencer para passarem, provisoriamente, para primeiro lugar e pressionar o Benfica, o Sporting queria encurtar a distância para o Porto, mantendo-se na perseguição ao tricampeão nacional.

No dragão, o Porto entrou mais forte e, logo nos primeiros minutos, Tiquinho Soares, na estreia com a camisola azul e branca, colocou a bola no fundo das redes de Rui Patrício, inaugurando o marcador.  Antes do intervalo, e numa jogada em que os sportinguistas ficam a pedir falta sobre João Palhinha, Danilo Pereira isolou o avançado brasileiro, que não desperdiçou a oportunidade, e bisou assim no encontro. O jogo chegou ao intervalo com o Porto a vencer, apesar do domínio territorial dos leões que nunca conseguiram ameaçar verdadeiramente a baliza de Casillas.

Na segunda parte, com a entrada de Alan Ruiz, para o lugar de uma das supresas de Jorge Jesus, Matheus Pereira, o Sporting tornou-se mais objetivo e autoritário, criando vários lances de perigo, que resultaram no golo da equipa verde e branca. Alan Ruiz, saído do banco ao intervalo, reduziu para os leões, mantendo o Sporting na disputa pelos 3 pontos. Até ao final, manteve-se a incerteza no resultado, devido a uma pressão forte feita pelo Sporting, que até poderia ter empatado, não fosse uma exibição inspirada de Casillas, que, nos descontos, conseguiu evitar o golo, com uma defesa monumental, a cabeceamento do defesa central urugaio, Coates. A defesa foi celebrada como se de um golo se tratasse e, no final, quem festejou foram os dragões.

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As contas do título

Com a vitória do Porto, o Benfica entrou em campo com a obrigação de ganhar o jogo, de forma a recuperar o primeiro lugar, e foi isso que fez. Os encarnados receberam e venceram o Nacional da Madeira por 3-0, numa exibição convincente, marcada por uma grande atuação do internacional brasileiro Jonas, que deixa os encarnados com 48 pontos, mais um do que o segundo classificado, Futebol Clube do Porto, e mais dez que o terceiro, Sporting.

Já o Braga teve ontem a oportunidade de passar para terceiro lugar, aproveitando a derrota do Sporting, mas empatou a um golo com o Estoril, permanecendo assim no quarto lugar da classificação, a um ponto dos leões.

Apesar do campeonato só acabar em Maio, pode-se já antever uma corrida a dois pelo título, com Benfica e Porto proibidos de perder pontos, sob o risco de deixarem o rival fugir. Para o Sporting poder sonhar com o primeiro lugar, seria preciso uma reta final de campeonato desastrosa por parte das equipas treinadas por Rui Vitória e Nuno Espírito Santo, o que nos parece pouco provável, tendo em conta a qualidade das equipas.

Se as contas do título são feitas a dois, já o terceiro lugar, que dá acesso ao play-off da Champions, tem 3 pretendentes, o Sporting,  o Braga e o surpreendente Vitória de Guimarães, que tem feito um campeonato acima das expectativas, intrometendo-se na luta pela competição mais prestigiante da Europa.

Já na luta pela manutenção,  encontram-se Moreirense e Estoril, que têm à perna Nacional e Tondela, clubes que ocupam, neste momento, os lugares de despromoção.

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