Henrique Oliveira – O sonho que ainda persiste

Bilhete de identidade 

Nome : Henrique do Vale Marques Oliveira

Data de nascimento : 6 de Julho de 1995 (21 anos)

Naturalidade : Oliveira do Hospital

Peso : 72

Altura : 1,83

Posição : Extremo direito / Extremo esquerdo / Médio Ofensivo

Número : 18

Sem Título

Começou a jogar futsal com apenas seis anos de idade, e desde cedo se destacou pela sua velocidade, capacidade de entender os momentos de jogo e elevada capacidade técnica, especialmente ao nível do passe e da recepção.

Manteve-se no futsal até aos dez anos, assumindo-se como uma peça fundamental no esquema da Arced, do técnico João Veloso. Os seus inúmeros golos e assistências ajudaram o clube da zona de Oliveira do Hospital a conquistar dois títulos de campeão distrital, não tendo as suas exibições passado despercebidas tanto a Benfica como a Sporting que não hesitaram em chamá-lo para treinos de captação.

Apesar das boas impressões deixadas, a sua tenra idade não permitiu a mudança para Lisboa, e Henrique fez a transição para o futebol de 7 ao serviço do Tourizense.

Ao longo da sua formação, o jovem jogador continuou a impressionar pela sua qualidade, mantendo-se sempre no radar dos grandes clubes portugueses, chegando inclusive a participar num torneio ao serviço do Sport Lisboa e Benfica. No entanto, a transferência nunca se proporcionou e o extremo continuou a sua formação, sendo sempre um dos principais pilares das equipas por onde passou.

Percurso 

Arced  – 2003-2006

Tourizense – 2006-2009

AD São Romão  – 2009-2010

Nogueirense – 2010-2015

Naval – 2015-2016

Académica SF – 2016-2017

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Depois de duas boas épocas como Juvenil, ao serviço do Nogueirense, em 2012, então com dezassete anos, surgiu a oportunidade de fazer a pré-temporada com a equipa sénior, que militiva na antiga Segunda Divisão B, tendo impressionado o técnico Pedro Ilharco (actualmente adjunto de Leonel Pontes no Debrecen da Hungria), que pouco tempo depois o promoveu à equipa principal.

Meses mais tarde, veio a estreia a titular, e logo com um golo, numa partida que Henrique jamais esquecerá. Em entrevista ao The Lux Life, em parceria com o site AMBIDESTRO, o actual jogador da Académica SF recordou esse momento, revelando tudo o que sentiu naqueles instantes iniciais. “Durante a semana de treinos percebi que ia ter a hipótese de fazer parte do onze inicial e quando o mister disse o meu nome, na palestra antes do jogo, senti que todo o meu trabalho estava a ser recompensado. Estava nervoso, mas tentei abstrair-me disso quando entrei em campo e felizmente acabou por correr tudo bem, tendo marcado e conseguido ajudar a minha equipa a garantir os três pontos(3-1 frente ao Lusitânia dos Açores).

Sendo um dos jogadores mais jovens a atuar na Segunda Divisão B, Henrique voltou a estar na mira de grandes clubes, tendo no final da época sido chamado para treinar com a equipa de júniores do Sporting.

Em Alcochete, o jovem Oliveirense teve a oportunidade de treinar sob a alçada de Abel Ferreira, partilhando balneário com jogadores como Gelson Martins, Daniel Podence, João Palhinha, Francisco Geraldes e Rubén Semedo, que hoje fazem parte do plantel de Jorge Jesus. Olhando para trás, Henrique recorda esses momentos com alguma saudade, deixando elogios ao agora novo treinador do Braga. “No primeiro treino percebi logo o tipo de técnico que o Abel era. Revelou-se sempre muito comunicativo e via-se que tinha uma boa relação com os jogadores. Conseguia passar a sua mensagem facilmente e os treinos eram muito dinâmicos, foi uma experiência incrível.”

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Já quanto aos jogadores que mais o impressionaram, o jovem destacou Wallyson Mallmann, Gelson Martins e Iuri Medeiros, revelando-se satisfeito com a afirmação de Daniel Podence e Francisco Geraldes. “ Foi incrível poder treinar ao lado de grandes jogadores como o Wallyson, o Gelson e o Iuri. Notava-se que tinham uma qualidade muito acima da média. Eram jogadores muito imprevisíveis, capazes de fazer coisas excepcionais com a bola nos pés. Havia outros jogadores como o Podence e o Geraldes com muita qualidade também, mas pela sua estrutura física tive  receio que não se conseguissem afirmar ao mais alto nível. Felizmente isso não se confirmou e eles conseguiram fazer a transição para o futebol sénior com grande mérito.”

Na pré-epoca seguinte, Henrique Oliveira foi chamado para fazer uma parte da pré-temporada no Sport Lisboa e Benfica, onde treinou com a equipa de júniores dos encarnados, que teve uma caminhada de destaque na Youth League, tendo atingido a final frente ao Barcelona (derrota por 3-0). Dessa equipa faziam parte jogadores como Gonçalo Guedes, Romário Baldé, Nuno Santos e Rochinha e o técnico João Tralhão, que este ano voltou a levar o Benfica à final da Youth League.

Do Seixal o extremo seguiu para Guimarães, onde treinou com a equipa B e de júniores do Vitória, mas a falta de ritmo competitivo em comparação com os jogadores da equipa B, mais experientes e já em pré-temporada há mais tempo, fizeram com que Henrique Oliveira não conseguisse atingir o nível que pretendia, acabando por regressar a Nogueira do Cravo, numa época que se revelou de plena afirmação.

No ano seguinte, no seu primeiro ano de sénior, Henrique viu-se condicionado por uma lesão no ombro, que impediu que desse o seu contributo a 100% à equipa, em algumas fases da temporada. No entanto, o Nogueirense conseguiu o apuramento para a fase de subida do Campeonato Nacional de Séniores, tendo o jovem acabado a temporada em boa forma e a titular.

Na época 2015/2016, os problemas começaram a surgir com uma lesão no pé que o afastou do início da temporada. Tendo ido estudar Desporto em Coimbra, Henrique procurou dar outro rumo à sua carreira, ingressando num histórico do futebol português, a Naval. “Quando cheguei à Naval encontrei um clube organizado e com boas condiçoes para poder evoluir, e nos primeiros jogos isso refletiu-se. Consegui um lugar no onze e marquei logo na estreia. Mas a meio da época as coisas começaram a complicar-se, tanto a nível individual como coletivo. Ressenti-me da lesão no ombro e os problemas financeiros que a Naval atravessava prejudicaram e muito o grupo. Felizmente, conseguimos a manutenção, mas ficou a sensação de que noutras circunstâncias teríamos capacidade para uma melhor classificação.”

Já em 2016/2017, a grave crise da Naval precipitou a sua saída do clube, tendo o agora camisola 18 assinado com a Académica SF. O clube de estudantes assinou, recentemente, um protocolo com a Académica OAF e Henrique, seduzido pela possibilidade de mais tarde vir a ter uma oportunidade no futebol profissional, não teve dúvidas no momento de escolher onde prosseguir a carreira.

O início de época não podia ter corrido melhor, com o jovem jogador a assumir-se logo como um dos titulares, contribuindo com um golo e uma assistência nos dois primeiros jogos. Ao terceiro jogo, este a contar para a Taça de Portugal, novo revés na carreira do extremo. A lesão no ombro voltou a condicionar as suas exibições e Henrique tomou a decisão de parar, de forma a resolver definitivamente o problema. “Já há quase duas temporadas que tinha luxações recorrentes no ombro esquerdo que me afetavam, principalmente nos bons momentos. Sempre que estava em boa forma e a sentir-me bem acabava por me lesionar.” O ex-Nogueirense foi então submitido a uma intervenção cirúrgica que o afastou dos relvados durante mais de cinco meses, tendo recentemente voltado a poder dar o seu contributo à Académica SF. “Estar tanto tempo sem fazer o que mais gosto foi bastante difícil, mas mentalizei-me de que não podia continuar a jogar condicionado e que ser operado era a decisão mais acertada. Apesar de ainda estar em fase de recuperação, já sinto algumas melhorias e isso reflete-se na minha confiança em campo”.

Quanto ao futuro, Henrique ainda não sabe onde vai jogar na próxima época, mas espera conseguir voltar à sua melhor forma, acalentando o sonho de ainda conseguir chegar ao futebol profissional.

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