Lista de livros a não perder

Numa sociedade cada vez mais tecnologicamente desenvolvida, dominada pela realidade virtual e pela pressão do sucesso, as emoções parecem ter perdido parte da sua importância, tirando colorido à vida. Por isso, que tal aproveitar os dias frios que se avizinham para fazer uma pausa na correria do dia-a-dia e, no aconchego do lar ou em qualquer outro lugar, pegar num livro e transformar os dias cinzentos em dias cheios de cor?

Os livros encerram em si toda a magia do mundo. Podemos viajar para locais longínquos, encarnar diferentes personagens, viver outras vidas. A leitura permite-nos desenvolver a criatividade e a imaginação, promove as nossas competências sociais e emocionais e é uma fonte inesgotável de conhecimento e prazer. Um livro é um amigo que está sempre por perto e nos enche a alma. Por isso, hoje, o The Lux Life apresenta -lhe uma lista de livros inspiradores que não deve deixar de ler. A escolha é pessoal, mas lembre-se que o mais importante é ler, ler muito, desfrutando de cada momento. Boas leituras!

Esteiros – Soeiro Pereira Gomes

esteiros.jpg

Da janela do quarto, em Alhandra, Soeiro Pereira Gomes observava atentamente a difícil luta dos operários pela sobrevivência. Entre os homens, havia crianças em idade de aprender as primeiras letras, que trabalhavam a troco de um salário miserável que os condenava à mendicidade e a uma vida sem saída da pobreza. Esta situação despertou no autor uma vontade de denunciar com palavras e outras ações de resistência as injustiças da sociedade, chamando a atenção para o drama dos “homens que nunca foram meninos”.

O Judeu – Bernardo Santareno

1012716.jpg

 

António José da Silva, o Judeu, nasceu no Rio de Janeiro em 1705, no seio de uma das famílias que se tinham convertido ao cristianismo, aproveitando a relativa tolerância religiosa que as condições da colonização brasileira e o tratado de paz com os Holandeses proporcionaram até fins do século XVII. Com oito anos de idade, vem com o pai, advogado e poeta de profissão, para Lisboa, seguindo a mãe, que havia sido trazida sob prisão como judaizante. Em 1726, quando já estudava Direito em Coimbra, é preso, juntamente com a mãe, que anteriormente se reconciliara num auto-de-fé. Uma obra que nos remete também para o terrível período do holocausto na Alemanha Nazi.

O Diário de Anne Frank – Anne Frank

156639.jpg

Redigido entre 12 de junho de 1942 e 1 de agosto de 1944, O Diário de Anne Frank foi publicado pela primeira vez em 1947, e retrata o dia a dia de uma jovem adolescente que se viu forçada a esconder-se num pequeno anexo secreto em Amesterdão, juntamente com a sua família e um grupo de outros judeus, durante as invasões nazis. O seu diário viria a tornar-se um dos livros de não ficção mais lidos em todo o mundo, assumindo-se como um hino à revolta contra as atrocidades humanas, e um testemunho incomparável do terror da guerra.

O Retrato de Dorian Gray – Oscar Wilde

o_retrato_de_do-html.jpg

Reconhecido pela crítica como a melhor obra de Oscar Wilde, O Retrato de Dorian Gray conta a história de um jovem de uma beleza rara, que é convidado a posar para um artista londrino, de forma a eternizar a sua beleza numa tela. Numa dessas sessões, o jovem conhece Lorde Henry Wotton, um aristocrata cínico e hedonista, que o convence que a beleza e o prazer são as únicas coisas que valem a pena perseguir. Aterrorizado com a ideia do envelhecimento que o fará perder a sua beleza, Dorian dispõe-se a fazer tudo, inclusive vender a sua alma ao diabo, de forma a contornar o destino e manter-se sempre jovem.

Admirável mundo novo – Aldous Huxley

transferir.png

Sendo um dos mais extraordinários sucessos literários desde a data da sua publicação, em 1932, Admirável Mundo Novo apresenta-nos uma sociedade futurista, em que as pessoas estariam sujeitas a determinados condicionalismos genéticos e psicológicos, visando o controlo da sociedade. Essa sociedade estaria dividida em hierarquias e desconheceria os conceitos de família e de moral. Esta obra funciona como um aviso à humanidade, fazendo um apelo à consciência dos homens. É uma denúncia dos perigos que ameaçam o mundo e que decorrem de uma falsa noção de progresso.

O Grande Gatsby – F. Scott Fitzgerald

o-grande-gatsby.jpg

Considerado um clássico da literatura norte-americana, O Grande Gatsby foi publicado em 1925, e retrata a sociedade americana do pós-guerra, que se caracteriza pelo materialismo e pelo desencanto. Gatsby, a personagem principal, é o exemplo perfeito desta sociedade, levando uma vida faustosa e de excessos que exibe despudoradamente em festas onde tudo pode acontecer.  O Grande Gatsby é tido como o romance de maior relevo de Scott Fitzgerald, que construiu, assim, a história da decadência de um mundo, onde o dinheiro e o bens materiais prevalecem.

Siddhartha – Herman Hesse

52036.jpg

Siddhartha, filho de um brâmane, nasceu na Índia no século VI a.C, passando a infância e a juventude, afastado das misérias do mundo, gozando uma existência pacífica e contemplativa. A certa altura, porém, abdica da vida luxuosa, protegida, e parte em peregrinação pelo país, onde a pobreza e o sofrimento são experiências comuns. Na sua longa viagem existencial, Siddhartha alarga os seus horizontes e, entre os intensos prazeres e as privações extremas, acaba por descobrir o “caminho do meio”, isto é, o seu ponto de equilíbrio, libertando-se dos apelos dos sentidos e encontrando a paz interior. Em páginas de uma beleza extrema, Siddhartha descreve sensações e impressões como raramente se consegue. Lê-lo é deixar-se conduzir numa experiência arrebatadora, que  vai mudar a sua forma de ver o mundo e perceber a importância de se escutar a si próprio.

Advertisements

7 Comments on “Lista de livros a não perder”

  1. Son you have an excellent reading list, you hunger for knowledge. Knowledge, wisdom, understanding, great goals to strive for as well as an enjoyable journey for the Soul.

Comments are closed.